A adaptação à NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina passou a exigir mais atenção das empresas que desejam reduzir riscos trabalhistas, manter conformidade legal e proteger a continuidade da operação. A norma reforça a necessidade de uma gestão ativa de Segurança e Saúde no Trabalho, com controles reais, registros atualizados e medidas preventivas aplicáveis à rotina da empresa.
Em Santa Catarina, negócios industriais, comerciais, prestadores de serviços, empresas de logística, construção civil, tecnologia, agroindústria e operações administrativas precisam revisar seus processos internos. A exigência não se limita a atividades de alto risco. Mesmo empresas de escritório podem ter riscos ergonômicos, psicossociais e organizacionais que precisam ser avaliados.
O erro mais comum é tratar a NR-1 como um documento isolado. A atualização exige um processo contínuo de identificação, avaliação, controle e revisão dos riscos ocupacionais. Isso inclui o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), o inventário de riscos, o plano de ação e a integração entre gestão, RH, segurança do trabalho e contabilidade.

Neste artigo, você entenderá como funciona a NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina, quais cuidados devem ser adotados e como organizar a empresa para reduzir riscos legais, operacionais e financeiros.
Índice
ToggleO que é a NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina?
A NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina é o conjunto de exigências da Norma Regulamentadora nº 1 aplicado às empresas catarinenses, especialmente em relação ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e à inclusão dos fatores de risco psicossociais no inventário de riscos.
Na prática, a empresa deve identificar perigos, avaliar riscos, criar medidas de prevenção, registrar evidências e revisar periodicamente seus controles. O objetivo é evitar acidentes, doenças ocupacionais, afastamentos, autuações trabalhistas e falhas na gestão da segurança do trabalho.
Por que a NR-1 ganhou mais relevância em 2026?
A atualização da NR-1 ganhou relevância porque a fiscalização trabalhista passou a observar não apenas se a empresa possui documentos, mas se existe uma gestão real de riscos ocupacionais. Isso muda a forma como as empresas de Santa Catarina devem organizar seus processos internos.
Empresas que já atuam com uma estrutura de contabilidade estratégica para indústrias no Alto Vale, por exemplo, tendem a ter mais facilidade para integrar rotinas de gestão, controle documental e análise de riscos operacionais.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as Normas Regulamentadoras estabelecem obrigações, direitos e deveres relacionados à segurança e saúde no trabalho, com foco na prevenção de doenças e acidentes ocupacionais.
Além disso, a Portaria MTE nº 1.419/2024 alterou o capítulo 1.5 da NR-1 e reforçou a inclusão dos fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. A partir de 26 de maio de 2026, essa exigência passa a ter impacto direto na rotina das empresas.
Esse cenário é especialmente relevante para Santa Catarina, que possui forte presença de indústrias, empresas familiares, negócios de comércio, prestadores de serviços e operações com mão de obra operacional. A NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina exige que essas organizações tenham mais controle sobre ambientes, jornadas, processos, lideranças, metas e condições reais de trabalho.
Como funciona a adaptação à NR-1 na prática?
A adequação à NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina deve ser conduzida como um processo de gestão. Não basta possuir um arquivo pronto ou um modelo genérico de PGR. A empresa precisa demonstrar que conhece seus riscos e atua para reduzi-los.
1. Mapear a operação real da empresa
O primeiro passo é levantar como a empresa funciona na prática. Isso inclui setores, funções, atividades, jornadas, equipamentos, rotinas administrativas, processos produtivos e formas de organização do trabalho.
2. Identificar perigos e fatores de risco
A empresa deve identificar riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais. No caso dos riscos psicossociais, devem ser observados fatores como sobrecarga, assédio, pressão excessiva, metas incompatíveis, conflitos organizacionais e falhas na gestão do trabalho.
3. Atualizar o inventário de riscos
O inventário de riscos precisa refletir a realidade da operação. Ele deve indicar os perigos identificados, os grupos expostos, a avaliação dos riscos e as medidas de controle adotadas.
4. Revisar o plano de ação
O plano de ação deve conter medidas preventivas, responsáveis, prazos, prioridades e formas de acompanhamento. Esse documento precisa ser executável, não apenas formal.
5. Registrar evidências
A empresa deve manter registros de treinamentos, reuniões, inspeções, entrega de EPIs, avaliações, correções e revisões. Sem evidências, a empresa pode ter dificuldade para comprovar conformidade em uma fiscalização.
6. Monitorar e revisar periodicamente
A gestão da NR-1 deve ser contínua. Mudanças em equipe, processos, tecnologia, jornada ou ambiente podem exigir nova avaliação de riscos.
Pontos técnicos que merecem atenção das empresas catarinenses
A NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina exige que a gestão de riscos ocupacionais seja integrada à gestão do negócio. Isso envolve segurança do trabalho, recursos humanos, liderança, rotinas operacionais e controle documental.
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Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
O GRO é o eixo central da NR-1. Ele organiza a forma como a empresa identifica, avalia e controla riscos ocupacionais. A empresa precisa demonstrar que possui uma metodologia clara, compatível com sua atividade e atualizada conforme a realidade da operação.
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Programa de Gerenciamento de Riscos
O PGR é composto, no mínimo, pelo inventário de riscos e pelo plano de ação. Empresas que já trabalham com organização fiscal e operacional, como as que buscam redução de impostos de serviços com estratégias legais, também devem enxergar a gestão ocupacional como parte da estrutura de conformidade empresarial.
O texto vigente da NR-1 disponibilizado pelo Governo Federal estabelece diretrizes e requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho.
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Fatores de risco psicossociais
Os fatores psicossociais passaram a ter destaque porque afetam a saúde mental, a produtividade, o absenteísmo e a exposição trabalhista. Empresas precisam avaliar como a organização do trabalho pode gerar adoecimento, sobrecarga ou conflitos.
De acordo com publicação do Ministério do Trabalho e Emprego sobre riscos psicossociais, esses fatores deverão constar no inventário de riscos ocupacionais ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.
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Treinamentos e capacitações
A NR-1 também exige atenção aos treinamentos. A empresa deve garantir que os trabalhadores recebam orientações compatíveis com os riscos das atividades exercidas. O treinamento precisa ser registrado, rastreável e atualizado quando houver mudanças na operação.
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Integração com outras áreas da empresa
A adequação não deve ficar restrita ao técnico de segurança. A liderança, o setor financeiro, o RH e a contabilidade precisam participar da organização das informações, pois afastamentos, passivos trabalhistas e falhas operacionais impactam diretamente o custo do negócio.
Tabela explicativa da adequação à NR-1 em 2026
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Exigência |
O que a empresa precisa fazer |
Risco de não cumprir |
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Inventário de riscos |
Identificar perigos, grupos expostos e nível de risco |
Autuações, falhas de prevenção e passivos trabalhistas |
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Plano de ação |
Definir medidas preventivas, prazos e responsáveis |
Documentação sem execução prática |
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Riscos psicossociais |
Avaliar sobrecarga, assédio, pressão e organização do trabalho |
Afastamentos, ações trabalhistas e queda de produtividade |
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Treinamentos |
Capacitar trabalhadores conforme os riscos da função |
Falha de comprovação em fiscalização |
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Registros e evidências |
Guardar documentos, listas, relatórios e comprovações |
Dificuldade de provar conformidade |
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Revisão periódica |
Atualizar o PGR sempre que houver mudanças relevantes |
Uso de documentos desatualizados |
Principais erros relacionados à NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina
1. Usar um PGR genérico
Um documento padrão, sem conexão com a realidade da empresa, não atende ao objetivo da norma. O PGR precisa refletir sobre os riscos reais da operação.
2. Ignorar riscos psicossociais
Muitas empresas ainda limitam a segurança do trabalho a riscos físicos ou de acidentes. Em 2026, a análise psicossocial passa a ser ponto de atenção obrigatório no GRO.
3. Não envolver lideranças
A gestão de riscos depende diretamente das lideranças. Se gestores não aplicam procedimentos, não comunicam problemas ou não acompanham equipes, a empresa perde controle sobre a prevenção.
4. Falhar no controle documental
Treinamentos, inspeções e medidas preventivas precisam ser comprovados. A ausência de registro pode comprometer a defesa da empresa em fiscalizações.
5. Não atualizar documentos após mudanças
Contratação de novos colaboradores, alteração de layout, compra de máquinas, mudança de jornada ou reestruturação de setores podem exigir revisão do PGR.
6. Separar segurança do trabalho da gestão empresarial
A NR-1 deve ser tratada como parte da governança da empresa. Assim como ocorre com impostos de prestação de serviços, gestão fiscal e controles financeiros, a conformidade trabalhista exige acompanhamento contínuo.
Benefícios de aplicar corretamente a NR-1
Empresas que se adaptam corretamente à NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina reduzem riscos e ganham mais previsibilidade na gestão. A adequação não deve ser vista apenas como obrigação legal, mas como parte da proteção do negócio.
Redução de custos indiretos
Acidentes, afastamentos, ações trabalhistas e autuações podem gerar custos elevados. A prevenção reduz perdas financeiras e melhora a eficiência operacional.
Mais segurança jurídica
Com documentos atualizados e evidências organizadas, a empresa melhora sua capacidade de comprovar conformidade diante de fiscalizações ou questionamentos trabalhistas.
Melhoria da produtividade
Ambientes mais seguros e bem organizados reduzem afastamentos, conflitos e falhas operacionais. Isso contribui para uma rotina mais estável.
Fortalecimento da gestão
A empresa passa a ter mais clareza sobre riscos, responsabilidades, processos e indicadores. Esse controle favorece decisões mais técnicas e menos reativas.
Integração com planejamento empresarial
A adequação à NR-1 pode ser integrada a outras frentes de gestão, como planejamento financeiro, gestão tributária, controles internos e preparação para mudanças regulatórias que impactam comércio e serviços.
O próprio manual do MTE para gestão de riscos ocupacionais reforça a importância de orientar empresas sobre a aplicação da NR-1 e o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Perguntas frequentes sobre NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina
1.A NR-1 atualizada em 2026 vale para pequenas empresas?
Sim. A NR-1 se aplica a empresas de diferentes portes. As exigências podem variar conforme o grau de risco, atividade econômica, número de trabalhadores e características da operação.
2.Empresas administrativas também precisam avaliar riscos?
Sim. Mesmo empresas sem operação industrial podem ter riscos ergonômicos, organizacionais e psicossociais. Escritórios, empresas de serviços e áreas administrativas também devem avaliar suas condições de trabalho.
3.O que muda com os riscos psicossociais?
A empresa passa a precisar observar fatores ligados à organização do trabalho, como pressão excessiva, assédio, sobrecarga, conflitos, metas incompatíveis e outros elementos que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores.
4.O PGR precisa ser atualizado todos os anos?
A revisão deve ocorrer sempre que houver mudanças relevantes na operação ou quando a avaliação indicar necessidade. A periodicidade também deve considerar a realidade da empresa e os riscos identificados.
5.A falta de adequação pode gerar multa?
Sim. A ausência de gestão adequada de riscos pode gerar autuações, notificações, ações trabalhistas, afastamentos e aumento da exposição jurídica da empresa.
6.Quem deve participar da adequação à NR-1?
A adequação deve envolver segurança do trabalho, RH, gestores, direção da empresa e áreas de apoio. Em muitos casos, a contabilidade também contribui com organização documental, análise de custos e visão estratégica da gestão.
Resumo prático para empresas catarinenses
A NR-1 atualizada em 2026 para empresas em Santa Catarina exige que as organizações deixem de tratar a segurança do trabalho como uma obrigação isolada. A norma demanda uma gestão contínua de riscos, com inventário atualizado, plano de ação executável, análise de fatores psicossociais, treinamentos documentados e revisão constante dos processos.
Empresas que se antecipam reduzem passivos, protegem trabalhadores, melhoram a produtividade e fortalecem sua estrutura de governança. Já empresas que mantêm documentos genéricos, desatualizados ou desconectados da operação podem enfrentar maior exposição trabalhista e financeira.
O caminho mais seguro é revisar a operação, atualizar o PGR, registrar evidências, capacitar lideranças e integrar a NR-1 à gestão empresarial. Dessa forma, a empresa transforma a conformidade trabalhista em um instrumento de proteção e organização do negócio.
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